Custos da qualidade em Medicina Diagnóstica – são reais?

Apesar dos avanços tecnológicos dos últimos anos, a qualidade dos serviços de saúde ainda se encontra muito variável. Erros ocorrem com frequência e recorrência, sem que muitas vezes tenhamos noção de qual é o seu índice e quais seus reais impactos.

No cenário econômico em que vivemos, os recursos financeiros estão cada vez mais escassos e difíceis de conquistar. Muito se houve falar que a qualidade gera custos para os serviços e que é impossível implantar um Sistema de Gestão da Qualidade, principalmente neste período de crise. Pode ser difícil, mas não impossível!

Custo e qualidade são duas dimensões competitivas que devem sempre caminhar juntas. É preciso quebrar o paradigma de que essas variáveis são diretamente proporcionais. Aumentar a qualidade não necessariamente implica em aumentar também os custos. E muitos ganhos advêm da implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade.

Podemos falar em “custos da boa e da má qualidade”, conforme exemplos do quadro abaixo.

Desperdiçar recursos tem efeito negativo sobre qualquer orçamento e, muitas vezes, não conhecemos quanto dos recursos está sendo perdido com processos mal planejados e não padronizados. Se considerarmos o custo da não qualidade exemplificado no quadro, quanto seria?

Um Sistema de Gestão da Qualidade que demonstre práticas focadas na qualidade, segurança do paciente e sustentabilidade é aquele que investe nos processos de prevenção e avaliação e implanta boas práticas para minimizar custos com falhas internas e externas.

Alinhada às mudanças do mundo em busca da qualidade, às exigências da legislação brasileira, como o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviço na Saúde Suplementar (Qualiss/ANS), e à tendência de negociações com base nos diferenciais da acreditação, a Norma do Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem (Padi) foi estruturada em cinco princípios.

O objetivo é auxiliar os serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem a implantar um Sistema de Gestão da Qualidade focado na prevenção e avaliação e no aprendizado com as ações corretivas.

Os princípios da Norma Padi são: governança e gestão; gestão da qualidade; realização do exame; apoio diagnóstico; e gestão da infraestrutura, radiação e segurança. Podemos, então, concluir que a implantação da Norma Padi contribui para a melhoria dos processos e, consequentemente, reduz riscos e custos.

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Dra. Claudia Meira
Membro da Comissão de Acreditação em Diagnóstico por Imagem (Cadi) do CBR